Finalmente! Depois de muita insistência dos populares, que receavam que o executivo camarário mandasse restaurar e requalificar (como bem merecia) o belo e centenário Cine-Teatro S. Jorge de Anadia, concretizou-se aquilo que há muito era um sonho de toda colectividade: foi aniquilado o Cine Teatro, para gáudio dos Anadienses que, após muita luta, encontraram na sua demolição a única forma inteligente de vencer as ratazanas, há décadas a viver em harmonia naquele espaço. Com efeito, já no ano passado a população se tinha manifestado em massa nas ruas de Anadia a favor da demolição do Cine Teatro, na esperança de que ali pudesse nascer “um coiso para as crianças brincarem”, ou quiçá, um shopping comercial, na esteia do nosso mais recente património cultural.
Um bem haja à actuação coordenada e eficiente do Gabinete de Acção Social do munícipio, que tomou as devidas precauções sociais, estando já todas as ratazanas realojadas no antigo Matadouro Municipal, também ele património de Anadia. Em relação a este último augura-se que, tal como os restantes, também será aniquilado, igualmente para gáudio de todos os Anadienses, que assim vêem ser cada vez mais possível a concretização do antigo sonho do imperador Literius de ver Anadia reduzida a escombros.
A equipa de reportagem do “Anadia Convida” deslocou-se ao local e conversou com um popular que partilhou connosco um sentimento geral de profunda alegria, por ver o maior símbolo da cultura de Anadia dar lugar a um monte de escombros com vista para a serra. Não podemos, contudo, ficar indiferentes à candura do povo, quando interrogado sobre o que pensa daqueles escombros, os mesmos respondem . “ Bonito!” Muito Bonito.
Anadia convida-o.
Um bem haja à actuação coordenada e eficiente do Gabinete de Acção Social do munícipio, que tomou as devidas precauções sociais, estando já todas as ratazanas realojadas no antigo Matadouro Municipal, também ele património de Anadia. Em relação a este último augura-se que, tal como os restantes, também será aniquilado, igualmente para gáudio de todos os Anadienses, que assim vêem ser cada vez mais possível a concretização do antigo sonho do imperador Literius de ver Anadia reduzida a escombros.
A equipa de reportagem do “Anadia Convida” deslocou-se ao local e conversou com um popular que partilhou connosco um sentimento geral de profunda alegria, por ver o maior símbolo da cultura de Anadia dar lugar a um monte de escombros com vista para a serra. Não podemos, contudo, ficar indiferentes à candura do povo, quando interrogado sobre o que pensa daqueles escombros, os mesmos respondem . “ Bonito!” Muito Bonito.
Anadia convida-o.
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Nos princípios do século V (409-411), aproveitando a instabilidade de poder gerada pela decadência do Império Romano, os povos germânicos penetraram na Península Ibérica e aí implantaram reinos de curta duração. De todos os povos que invadiram a Península, os Vândalos e os Visigodos seriam aqueles que teriam uma presença mais duradoura no imenso território que é hoje a Bairrada. Inicialmente, estabeleceram a capital do seu reino em Braga mas cedo se voltaram para a região do grés, motivados, segundo reza a lenda, pelas abundantes "pedradas" preciosas que existiriam no lado poente do Rio Certoma em Mogofores, as quais eram já bastante apreciadas desde a Idade da Pedra. Depois de dominarem Vilariñus Bairrius, chegaram a dominar também parte de Famali Canus, altura em que Silvius, um conhecido chefe das tribos anadienses, liderou uma revolta em luta pela autonomia do reino anadiense, até então dividido entre Vândalos e Visigodos. A partir daí toda a Península Ibérica é conquistada e unificada pelo reino anadiense, que perdurou até à sua queda em 769, altura em que Anadia se vergou à hegemonia do império Literianus.
Vista frontal das belas colunas visigóticas de Anadia